segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O sorvete de creme nosso de cada dia

Luigi Mazelletto*

Já há algum tempo que eu venho maturando conceitos e destilando pré-conceitos a respeito de religião. Independente da orientação (ui ui ui) religiosa de cada um, o que é inegável é que os caras são bons!

Enquanto seres racionais que julgamos e pensamos ser temos de execrar propostas que não ofereçam comprovação pelo método científico proposto por Descartes. Mas, ainda assim, falamos corriqueiramente expressões em nosso dia a dia que evocam uma religiosidade que sequer temos. Um bom exemplo disso é a notória expressão “Meu Deus!”. Tal qual um Lord certa vez comentou a respeito de outra expressão corriqueira – o “pois é!”.

Segundo o iluminado em questão, “pois é” é uma maneira polida de se expressar sem dizer absolutamente nada. Ou mesmo o infame “veja bem”, que habitualmente é empregado antes de uma tentativa de convencer o receptor da mensagem de que o ponto de vista dele deve ser deixado de lado em favor do emissor, por mais absurda que esta proposta pareça ser... que, para merecer um “veja bem", normalmente é!

Mas, voltando ao assunto, como é possível que uma pessoa que se diga em pleno gozo (acalmem-se, meninas!) de suas faculdades mentais tem a pachorra de se prostrar em frente a outra que não tem sequer idéia do que sua divindade quer ou gosta. E essa outra pessoa normalmente é auto-imbuída de envergadura moral. O que quer dizer que se eu resolvo criar uma igreja e preciso de seguidores ou minha igreja irá falir – sem conotações econômicas neste momento, por favor! Apesar de que no longínquo feudo de lisarB organizações religiosas são isentas de tributações. Face a isso, não consigo não deixar de fazer a pergunta que não quer calar - se as organizações religiosas fossem tributadas igualmente à qualquer outra organização será que veríamos tantos casebres de pau a pique entupidos de gente ávida por dar seu dinheiro para esses artistas?

Outro dia estava conversando com meu pai, que disse que em um momento de tédio absoluto, depois de escrever seu quinto livro sobre engenharia genética, comprovando suas teses de que somos apenas resultado do acaso. Em seu tédio absoluto, o ferrenho ateu que é meu pai, resolve atender a porta e para seu deleite, a infeliz pessoa que tocou a campainha era uma Testemunha de Jeová. Uma nortista abusada que tentou convencer o geneticista sobre a importância de Deus e em particular de sua religião no mundo, em uma clara tentativa de catequização. Como meu pai estava entediado resolveu tentar iluminar a criatura. A questão é que essas pessoas não correspondem ao preceito de seres racionais que expus no terceiro parágrafo deste texto. Qual o resultado? O único possível - meu pai foi taxado de "o próprio capeta"!

Enquanto inúmeras guerras foram disputadas por motivos religiosos e a organização mais antiga do mundo ocidental, a Igreja Católica Apostólica Romana, resiste aos tempos, condenando camisinha e ainda considera que a Santa Inquisição foi válida, por exemplo. Como é possível aceitar que essa igreja foi feita em homenagem a um humilde carpinteiro?

Então, vamos fazer um pequeno exercício e vamos fundar a igreja DCC – Derrame CeLebral Church. Para nossa igreja ser notada tem que ser notável. E, em um mundo globalizado, como ser notável? Uma possibilidade é ser absurdo, pelo menos para o lugar-comum. Quando todos dizem “Amém!”, nós diremos “tem de creme?”. Beleza! Agora precisamos de um dogma, um preceito de regras, algo que poderemos balizar as atitudes de nossos seguidores. Acho que um bom dogma é saber apreciar a beleza das pequenas coisas... Uma pequena viagem de primeira classe, uma pequena massagem tailandesa, um pequeno passeio à zona de baixo meretrício da vizinhança. Enfim, pequenas coisas que enchem nossas vidas de significado e nos tornam homens melhores!

Então, precisamos que o conjunto de regras que estabelecemos seja tão bitolante que qualquer pequeno desvio dá margem ao melhor mecanismo de arrecadação já inventado até hoje – a culpa! Quando dizem que a Fé move montanhas, esquecerm de falar que a culpa é o rio que traz e leva a riqueza de um lado para outro. A culpa é uma maravilha. A culpa não faz distinção de credo, cor, raça, orientação sexual. Principalmente por que sempre existe uma maneira de diminuir e até anular a culpa, que é o segundo maior invento da história da espécie humana – o perdão.

Certo militar disse nas últimas semanas que a missão de perdoar traficante cabe a Deus, a dele cabe promover esse encontro. Eis um homem de Fé!
Mas voltando ao que interessa, antes que eu me esqueça, qual a verdadeira função da Religião na vida do Homem? Por que criaturas racionais que acreditam na Ciência (que sempre fornece provas) decidem arranjar desculpas para ignorar tudo o que seu cérebro racional diz ser verdade e vão gastar tempo e dinheiro com quem nada sabe, mas fala muito bem?

Eu acho que a DCC deveria ser fundada e nós sermos os bispos. Mas daí temos um dilema moral... vamos pensar pelas pessoas ou vamos as ensinar a pensar?
Veja bem, Meu Deus, essa é a grade questão, mas, pois é, todos já sabemos a resposta... “tem de creme?”

* Luigi é leitor assíduo e sem noção. Brindou-nos com este texto. Valeu Mazelletto!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O alvorecer do cristalino



Minha avó materna passou há pouco por uma cirurgia de catarata. Precisava corrigir a opacidade dos olhos, maltratados pela idade e a diabetes. (Eis um bom nome para batizar uma intervenção da Polícia Federal na Ponte da Amizade: Operação Catarata – Acabando com as vistas grossas!)

Ao contrário dela, acho que minha visão foi melhorando com o passar dos anos. De todos os meus sentidos que ainda funcionam razoavelmente bem, creio que é um dos mais apurados. Associada a uma boa memória fotográfica, certamente compõe um dos melhores conjuntos de webcam e HD que a tecnologia Barretini já produziu. Foi vasculhando esse disco rígido que me dei conta do aprimoramento de minhas lentes ao longo do tempo.

Quantas paixões platônicas você teve no primário? Uma? Três? Da quinta a oitava série, quantas garotas realmente eram objeto de seu verdadeiro desejo na sala de aula? E no segundo grau, mais delas lhe apeteciam, não? Na faculdade tinha muita gata? E o que dizer nos dias de hoje? Para onde mira só vê beleza?

É... Se você não se deu conta da minha descoberta, trato logo de esclarecer: NÓS, HOMENS, NASCEMOS COM CATARATA! A ciência não dedicou muitos estudos ao tema, pois se trata de uma corriqueira doença congênita que não exige qualquer tratamento: cura naturalmente a partir do desenvolvimento dos testículos.

Tenho vagas lembranças de meu pai e tios secando mulheres na praia enquanto minha preocupação era apenas jogar bola, fazer um castelo ou montar uma armadilha. É óbvio que algumas de suas vítimas realmente tinham formosura que chamava a atenção até de um pequeno rapaz, mas noutras eu simplesmente não conseguia ver qualquer razão para tal encantamento.

Levo meu filho adolescente a muitas festas. Às vezes dou carona para suas coleguinhas. Não! É óbvio que não tenho qualquer interesse pedófilo nessas meninas! Entretanto, invariavelmente, pergunto-lhe o que acha da Fulana ou da Beltrana. Ele e os amigos normalmente desdenham! São lindas, no entanto, para a gurizada, gatas são outras. Tudo bem, realmente as felizardas com as quais eles acabam ficando são belíssimas, mas será que não conseguem visualizar o mesmo que eu? Acho que não! Seus cocos ainda não atingiram a plena maturação.

Há quem diga que essa mudança de foco ocorre no céLebro. Não acredito! Sou tão imaturo quanto fui há alguns anos. Pior: minha massa cinzenta deve ter milhares de neurônios a menos. Continuo criança; meus brinquedos é que estão mais caros. A diferença só pode estar nos olhos!

É como se eu tivesse nascido cego como o Demolidor e hoje enxergasse mais do que o raio-x do Superman.

O cristalino, outrora embaçado, passou a receber luzes que não tinham tamanha intensidade. Poeticamente esse fenômeno poderia ser denominado “o alvorecer dos homens” (ou “o desvendar dos tarados”).

Quem venceu o astigmatismo da infância, passou pela hipermetropia da adolescência e acabou com a miopia da juventude, seguramente está adorando perceber as belezas naturais da meia-idade.

Qualquer hora falo do meu paladar... Você gostava de azeitonas? Comia carne com gordura? O que achava daqueles salames italianos e dos queijos apodrecidos? Um marisco salgado na água do mar abria seu apetite? O envelhecimento das papilas gustativas também é digno de observação...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

DIA A DIA (10)

Ruggiero Barretini *

O Derrame CeLebral está muito orgulhoso de suas fãs.

Temos recebido inúmeras manifestações de apoio e carinho (exemplos abaixo).

É isso que nos estimula a seguir em frente.

Obrigado, meninas! Ah, continuem lendo as dicas do blog!





Não entendeu? Clique aqui!

* Dica do Wagner Montes

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

CACHORRAS DA SEMANA

Veja a linda premiada de hoje: Clique aqui!

Frio na bunda

(ou, como Ruggiero preferia intitular: "Minuano: o estranho frio que vem do sul")

Dom Lona







Domingo passado acordei por volta de meio-dia e decidi fazer algo que não fazia há tempos, esperar chegar o fim da tarde e caminhar na beira-mar de Florianópolis.

Evidentemente parte de minha motivação devia-se ao fato de estar-se iniciando o verão e, consequentemente, poder apreciar algumas beldades desfilando pela avenida. Fora isso, a exemplo de muitas pessoas, tenho a esperança de que um ano de exageros gastronômicos possa ser anulado com 15 dias de atividades físicas.

Por volta das 16h30min coloquei meu tênis de corrida, bermuda, camiseta e óculos e me dirigi para o meu desiderato.

Qual não foi minha surpresa ao constatar que, em pleno mês de dezembro, com a temperatura na casa dos trinta graus, um número muito expressivo de mulheres estava sentindo frio na bunda!?!

Explico.

Um considerável número de mulheres, principalmente as mais jovens e bonitas (as quais imagino serem as mais acometidas de tal enfermidade), trajava suas roupas de ginástica com um curioso detalhe: uma blusa de manga comprida (tipo moletom) amarrada na cintura!!!

Simplesmente a quantidade de bundinhas em calça de ginástica que eu poderia observar e me deliciar havia diminuído absurdamente!!!

Confesso que aquela situação me desestimulou totalmente. Se a tarefa de perder todos os quilos extras adquiridos pelos excessos de um ano já é difícil, imaginem então sem nenhum estímulo adicional!!!

Decidi, então, ir para uma academia de ginástica e caminhar em uma esteira, já que meu maior incentivo para a prática atlética havia simplesmente acabado!

Mas qual não foi meu espanto quando cheguei na academia e percebi que a situação se repetia!

Inúmeras beldades trajavam o famigerado agasalho de bunda e sofriam do mesmo mal que noticiei anteriormente. Aqui faço uma ressalva de que os “homens” da academia, em sua grande maioria, não se preocupavam exatamente com a visão de todas aquelas lindas mulheres malhando. Percebia que nos intervalos, entre os exercícios que praticavam, ficavam narcisisticamente se olhando no espelho e analisando seus bíceps e tríceps.

Esta situação é totalmente inadmissível!!!

Não bastasse o costume já arraigado na sociedade do uso de cangas nas praias, a quase abolição do uso de saias diariamente pelas mulheres em face da calça jeans, o retorno do uso do sutiã pelas mulheres, agora perdemos também a possibilidade de apreciar os contornos femininos por ocasião da prática de exercícios físicos???

As mulheres precisam de uma vez por todas compreender seu papel na sociedade e isto inclui o seu dever de propiciar aos machos de plantão uma agradável visão tanto nas praias, cidades, academias, parques, etc... de seus deliciosos corpos!!!

Perdoem-me as feministas, mas é inútil querermos negar ou esconder a beleza do corpo feminino e o seu papel fundamental no equilíbrio social.

Tenho plena convicção do efeito alentador sobre o espírito de homens ocupados e estressados proporcionado pela visão de um corpo feminino gracioso. A calça de ginástica, assim como biquínis, roupas de colegias, etc... fazem parte do inconsciente coletivo masculino; afinal, que homem não fica morrendo de vontade de encher a mão em uma bundinha lindamente “embalada” em uma calça de cotton ou lycra?

Não que espere complacência das mulheres para com isso, mas tirar-nos essa vontade é algo cruel, desumano!!!

E arrisco dizer que a privação desse tipo de visão é certamente boa parte da causa das mazelas sociais do mundo em que vivemos. Violência, intolerância e falta de educação seriam facilmente contornáveis se os ânimos masculinos estivessem aplacados ante belas e sucessivas visões de corpos femininos pelas ruas de nossas cidades.

Tenho certeza que uma presença mais marcante de mulheres nas ruas, p.ex. (e não falo aqui de vulgaridade), seria uma ótima forma de aplacar a violência no trânsito: que homem se importaria de ceder a passagem no trânsito se estivesse assistindo belas mulheres andando pelas ruas???

É preciso que as mulheres tenham consciência de seu papel social e se sacrifiquem por um mundo melhor, até porque um friozinho na bunda não mata ninguém.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

DIA A DIA (09)

Dom Lona

Ida à praia

Dom Lona



Era um domingo de sol. O ônibus estava parado e quente de derreter. Sentei do lado de uma moça que era irmã gêmea de outra. Descobri isso depois de ver uma foto dela dentro da sua carteira: conclui que ela tinha uma irmã gêmea pois muito embora pudesse ser lésbica, o que me agradaria - e muito -, ela não teria uma namorada idêntica a ela própria.

Fiquei pensando no que faria quando chegasse à praia e logo imaginei que a primeira coisa a ser feita era ter uma boa conversa com o salva-vidas para que o mesmo me esclarecesse sobre os pontos ideais para banho.

O ônibus continuava parado; ao que parece o motorista não havia chegado ainda.

Fiquei quieto meditando, tentando ocupar minha mente enquanto o ônibus não partia. Cada vez entrava mais gente. Um casal de judeus com 2 filhos subiu no ônibus. Embora fizesse um calor de aproximadamente 35°C, o senhor de uns 40 anos usava roupa fechada, chapéu e tinha aquelas costeletas enroladas típicas dos judeus. Adormeci. Me via na praia. Boiando, olhando para o sol que estranhamente não me queimava a retina. Repentinamente uma onda enorme me atingia e eu começava a rolar pelo fundo procurando a superfície desesperadamente. Quando estava quase sem ar um peixe parou na minha frente, deu um sorriso e começou a rir. Chegaram mais peixes de todos os tamanhos e cores, pararam na minha frente ao lado do peixe que já estava ali e começaram a rir também. Eram uns 1000 peixes rindo de mim...

Acordei assustado. A gêmea tinha saído do meu lado, que agora era ocupado por uma senhora com um chihuahua no colo. Fiquei logo irritado. Odeio chihuahua. O cachorro ficava me encarando. Não latia, mas não parava de me olhar. Eu desviava a atenção, mas quando espiava lá estava ele, me olhando, me irritando. Notei um sorriso na sua boca. Por sorte a velha deve ter se irritado com a demora do ônibus em partir e foi embora.

Comecei a ficar impaciente. Imaginava o que faria com a empresa de ônibus se fosse um mega-milionário. Ia processar eles por danos morais, pedir o dinheiro de minha passagem de volta, tentar acabar com a concessão deles pelo seu descaso com o público. Depois pensei que se fosse mega-milionário não estaria naquele ônibus quente indo a praia.

O calor aumentava. Os judeus começaram a cantar uma hoira, espécie de música do carnaval judaico. Uma criança que acompanhava uma senhora se juntou aos judeus e tentava acompanhar eles no ritmo. Eu procurava achar o motorista ou o cobrador para pedir uma satisfação, mas não havia ninguém nos respectivos lugares.

Entraram 5 adolescentes barulhentos no ônibus. Vinham de um jogo de futebol aparentemente. O maior deles dava cascudos no menor, todos com marmitas na mão.

Estava suado. Pensava em chegar logo na praia. O calor era infernal. As pessoas entravam no ônibus ficavam alguns minutos e depois saiam. Eu era o único passageiro que aguardava desde o início.

Estava muito irritado. Ensaiava como falaria com o motorista quando ele chegasse. Imaginava os impropérios que diria a ele. Eu ia dizer que era advogado, que ia processar a companhia e ele também. Ficava torcendo para que ele tentasse me agredir, pois despejaria sobre ele a minha fúria.

Adormeci de novo. Voltei a sonhar que estava embaixo da água. Dessa vez os peixes me cercavam e dançavam em roda ao meu redor. Acordei assustado com os passos do motorista entrando no ônibus.

Rapidamente me levantei e me dirigi a ele:

- Você pode me explicar a razão deste atraso?

Ele respondeu polidamente, o que até certo ponto me desarmou:

- Estamos com muito movimento Senhor.

Do que eu disse:

- E o que tenho a ver com isso?? Esse ônibus já deveria ter saído há mais de 2h!!!!!!

E ele respondeu:

- Como Senhor?!?

Eu disse:

- O horário do ônibus. Agora vou chegar na praia e o sol já vai ter sumido!!!

E o motorista respondeu:

- Não estou entendendo Senhor...

Suas evasivas me deixavam ainda mais nervoso então falei:

- Essa porcaria de companhia de ônibus que atrasa seus horários e não dá nenhuma satisfação ao cliente!!!

O motorista fez então uma cara de assustado e falou

- Companhia de ônibus ?!?!?

E eu respondi:

- Isso mesmo!!

Do que ele disse:

- Mas Senhor, isto não é um ônibus!!!

E eu respondi:

- Como assim não é um ônibus???

- Isso é uma sorveteria!!!, respondeu o motorista.

Do que eu perguntei:

- Então você não é um motorista de ônibus, é um sorveteiro???

E ele disse:

- Sim, sou um sorveteiro e isso aqui é uma sorveteria!!!

Do que indaguei:

- Sorveteria.... sei..., tem de UVA?

Aniversário Dom Lona!!!

Dom Lona



AMIGOS, HJ QM CELEBRA MAIS UMA PRIMAVERA (literalmente) em sua vida é nosso mafioso-mor, nosso intelectual da Camorra, consultor da Cosa Nostra, especialista em todas as áreas do conhecimento e parceiro pra várias e incansáveis aventuras! Pioneiro em inúmeros caminhos, está sempre disposto a nos ajudar com suas experiências!

DOM LONA, muita saúde, $uce$$o, realizações e milhares de kms de motocagem incólumes!

Permeando isso tudo: vulvas inodoras para sorver e brincar!

Um abração! No BOTECO hj vc poderá agradecer aos votos com muito choppp, hehehe!


David
__________________________________________________________________________________

É verdade, hoje quem comemora é o recordista de casamentos da lista!
Parabéns, dotô!!!
Abraço,
Data Base


__________________________________________________________________




Parabéns, Dom!
Saúde, sucesso e mtos headshots no Black Ops! Hehehe..
Abraço,
Lofy

PS: Teu headset tá comigo...

__________________________________________________________________________________


Parabens Dom Lona, saúde e sucesso.
Abraço

Alan
_________________________________________________________________________________

Grande Dom Lona,
Parabéns.
Que o que você gosta de fazer te faça ganhar dinheiro.
Abraços,
Juliano
________________________________________________________________________________

Ah! Parabéns, bambino!!! hehe

Léo
_________________________________________________________________________________

Dom Lona, parabéns!
Que você encontre sua Carmella, faça muitos Sonnys, Michaels, Fredos e
Connies.
Abraços,
Ivo
_______________________________________________________________________________


Fui obrigado a citar estes parabéns, em especial pelo poético do David, e pro impagável Léo. Valeu ai!!!!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

DIA A DIA (08)

Data Base

Se fosse eu a dizer isso pra minha esposa, eu seria chamado de machista.
Mas prestem atenção... foi escrito por uma mulher... ela deve saber do que está falando!!!
(e notem a expressão de felicidade da "atleta" com o aspirador!)


Faça faxina e conquiste um corpo magro para o verão


Fazendo pequenas atividades domésticas você queima calorias e fica magra para a estação mais sensual do ano




STÉFANIE PRIVADO


Com a correria do dia a dia e o orçamento apertado, a boa forma termina ficando para segundo plano, mas com a chegada do verão vem à tona a preocupação em exibir um corpo bonito em saias, vestidos, shortinhos e biquínis. Mas, o que se deve fazer quando nem o tempo e nem dinheiro permitem que você vá à uma academia? Faxina! É isso mesmo.

Fazendo pequenas atividades domésticas você queima calorias e fica magra para arrasar na estação mais quente e sensual do ano. Com o auxílio do personal trainer Daniel Gadelha, mestre em Ciências da Saúde pela Escola Paulista de Medicina, o Terra elaborou um guia no qual você vai descobrir o quanto pode perder de calorias enquanto lava as janelas, tira o pó, cuida do jardim e até mesmo enquanto prepara o jantar, tudo em apenas 30 minutos.


Em 30 minutos: Lavar as janelas consome 129 calorias, a mesma quantidade que 15 minutos de uma partida de basquete


Em 30 minutos: Pintar as paredes gasta em média 107 calorias, o equivalente a 20 minutos de caminhada



Em 30 minutos: Lavar o quintal queima 140 calorias, o equivalente a fazer uma caminhada tipo Hiking por 20 minutos


Em 30 minutos: Espanar o pó gasta 81 calorias, o que equivale a fazer um alongamento de 15 minutos

Para acessar o programa completo e entrar em forma neste verão, acesse

http://mulher.terra.com.br/noticias/0,,OI4817990-EI16610,00-Faca+faxina+e+conquiste+um+corpo+magro+para+o+verao.html

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Photoshop® e o Fotochopp*



Ultimamente tenho ouvido coisas muito estranhas sobre as revistas (ditas) masculinas.

Meus amigos heterossexuais costumam fazer queixas sobre os – já corriqueiros (infelizmente) – insossos “ensaios sem bucetas”. O cara compra a Playboy para ver a xota da beldade, contudo leva apenas uma sombrinha de pelos pubianos. Porra! O objeto de nossa principal fascinação é composto de inúmeras e deliciosas partes (v.g. monte de Vênus, clitóris, grandes e pequenos lábios, uretra, vagina), porém, travestindo-se de ditador, o detentor de um dos melhores empregos do mundo simplesmente resolve guardar quase tudo só para si! (A inveja é uma merda! Já devo ter feito umas 43 mandingas para o pau do J.R. ficar Molan). Cadê o Procon numa hora dessas?

Outros, membros do clube que denomino de heterossexual intermediarmário (ainda não soltaram a franga latente que habita suas profundezas), reclamam da baixa qualidade das matérias, entrevistas, cenários, iluminação, impressão... ou mesmo do excesso de publicidade nesses mensários (sim, eu também não percebia, mas existem coisas além de fotos de gostosas). Igualmente não se conformam com a presença constante de (sub)celebridades cujos contornos não seriam merecedores de retratação; alegam que encontram moçoilas muito melhor apessoadas nas padarias da cidade, que acabam não ganhando espaço porque não têm “nome”. [Convenhamos: esse papo de atributos dignos para posar, em verdade, é coisa de baitola assumido; macho que é macho come qualquer estrela da capa, até as “musas” do basquete Marta e Hortência (nos dias de hoje!). Só porque existem filés de primeira anônimos à solta não se podem apreciar maminhas de segunda famosas? Flashback desesperado: será que a Elza Soares vai sair mesmo?]

E a turma do amendoim não para aí! As mulheres e os viadinhos também adoram dar (pausa para molhar o bico) pitacos acerca dessas distintas publicações. A choradeira começa no “braço levantado para disfarçar o peito caído”, passa pela “pose de quatro para esticar a celulite”, avança pelo “nojo do gramado alto” (huumm... Cláudia Ohana e Vera Fischer são clássicas, não?) e acaba sempre na lamúria essencial: “com Photoshop®, até eu e a Geyse Arruda!”.

Fui pesquisar e acabei descobrindo que o tal programa, suposto elixir da infindável beleza, só foi criado em 1987. Ou seja, se a revista do Hugh Hefner data de 1953, deve haver uma quantidade maior de mulheres que não recorreram ao tal corretivo eletrônico, certo? Isso já é um sério indício de que o sucesso não se deve apenas ao subterfúgio acessório e sim ao objeto substancial sobre o qual recaem os retoques.

Outro indicativo de que nem tudo é Photoshop® já foi explicado aqui pelo Dom Lona: o público-alvo “não têm a menor noção do que seja celulite, estrias ou gordura localizada. Já ouviram falar, mas não sabem o que isso significa.” Logo, se o tal software se presta a ajustar detalhes dessa natureza, certamente não exerce qualquer efeito sobre aqueles que verdadeiramente interessam. Pelo contrário, quanto mais realistas as fotografias, maior aceitação terão (quem não se lembra da Adriane Galisteu raspando o bigodinho?). [Aliás, refletindo sobre isso é que me dei conta da razão do enorme sucesso da infindável série que circula na net: “é das amadoras que nós gostamos mais!”. Claro, aquelas fotos vazadas pelo ex-namorado ou pelo ladrão do celular ou notebook deixam a raça maluca porque mostram a natureza nua e crua, do jeitinho que nos apetece.]

É lógico que o tratamento digital das imagens tem validade, principalmente para os editores e, talvez, para as modelos que desejam maquiar alguns de seus atributos; os quais, no entender das próprias, seriam desprovidos de grande valor (a gente adora!). Todavia, estão enganados aqueles que acham que se trata de inquestionável panaceia para feiura.

Há, entretanto, um produto que, este sim, genuinamente influencia os sentidos humanos: é o tal do Fotochopp. Como dizia meu professor de química no curso pré-vestibular: a molécula formada por um átomo de Carbono, um de Hidrogênio, um de Oxigênio e dois de FósforoCHOPP – é uma das grandes maravilhas já comprovadas pela ciência!

Por óbvio todos reconhecem o que esse líquido já fez pela espécie. “Beer: helping ugly people to have sex since 1862”. Ou melhor, sabem o que a bebida já lhes proporcionou pessoalmente. Até quem refuta uns gorós (a exemplo do Dr. Puliça) seguramente algum dia se locupletou de pessoa que havia ingerido considerável quantidade de água, cevada e lúpulo.

O Fotochopp é o Photoshop® do mundo real! Fácil de usar – não exige qualquer conhecimento técnico –, barato e rápido: transforma qualquer baranga em gatinha num piscar de olhos; quando o editor se dá conta do material levado à publicação, acaba com náuseas, vômito, dor de cabeça e, pior, fica sujeito ao impiedoso tratamento da crítica especializada, que durante muitos anos continuará dando gargalhadas na cara do indivíduo.

Se usei esse recurso eu não lembro (por que será?), no entanto fico imaginando quantas ragazzas não lhe consumiram para cair na minha macarrônica ladainha. E isso que eu oferecia a versão antiga do sistema! Dia desses o meu filho, adolescente da era virtual, distribuiu o novo aplicativo para uma desavisada: não é que a coitada, mesmo inexperiente no programa, conseguiu apagar as manchas de catapora que ele ainda trazia e achou que estava beijando o Reynaldo Gianecchini?! É um fenômeno! (o Fotochopp e o garoto)

Reza a lenda que o instrutor de Fotochopp no Senac de Floripa consegue desnudar faxineira, regenerar braço de maneta e até faz muda falar! Bill Gates e Steve Jobs já tentaram contratá-lo, mas o irmão gêmeo dele conseguiu manter o rapaz na ilha.

Em tempo: o divorciado prodígio vai estar nesta sexta-feira (10/12/2010), a partir das 19h, no Boteco da Ilha, fazendo algumas demonstrações básicas do programa. A galera do Derrame vai conferir. Apareçam!

* Photoshop® é marca registrada da Adobe Systems Incorporated.
O autor chegou a ter a ilusória presunção de que havia criado um neologismo, mas acabou constatando que
Fotochopp já era até domínio em uso: www.fotochopp.com.br.

Humor negro

Ezra
.
Não faz muito tempo participei de um evento da UNICEF na África.

Bono Vox, Didi, Lair Ribeiro e Mandela também foram convidados.

Aceitei sob a condição de que a palestra que eu apresentaria tivesse o tema de minha escolha e que a publicidade do evento fosse inteiramente de minha criação e direção. Pensei em cortar o Didi também, mas ele poderia ser útil.

Recebi o convite da UNICEF devido ao retumbante sucesso da campanha de marketing mundial do uísque Teachers de minha autoria. Não lembram? A peça principal era uma propaganda com a Vera Holtz (que tinha acabado de fazer o papel da professora Santana em uma novela da Globo). Sala de aula vazia. Meia luz. A atriz, já calibrada com um copo baixo na mão, escrevia no quadro-negro com a letra trêmula: “Vovô viu o whisky”. No fundo a voz do Milton Gonçalves em off dizia o slogan: “Professores bebem (pausa) Teachers”. A campanha incluía também a distribuição gratuita do uísque em escolas.

No avião ouço o Bono dizer para o Mandela (que sorri e balança a cabeça afirmativamente) que os irlandeses são os negros da Europa. Tenho sono. Conto ovelhas pulando a cerca. Para onde elas vão? Não deve ser relaxante contar ovelhas se você é um pastor de ovelhas. Você pensa em aumentar o tamanho da cerca e não dorme nunca. Eu não sou pastor de ovelhas e adormeço rápido.

Sonho: Sou o O. J. Simpson e estou na corte aguardando meu julgamento. Não consigo parar de rir. Não consigo me controlar e meu advogado não para de me acotovelar e dizer que assim serei condenado, mas eu, O. J. Simpson, não me contenho e dou uma gargalhada monstruosa. Acordo assustado e vejo o Didi me olhando. Conto pra ele o pesadelo e ele me passa um cartão e diz que é advogado e que eu procure ele caso precise. Eu falo pra ele da minha idéia de um projeto de emenda que altere o artigo 133 da Constituição para mudar a palavra “indispensável” pela palavra “transcendental”. Guardo o cartão.

Já na África nos reunimos para tratar das diretrizes do evento. Mal começa a reunião e já destruo o Lair Ribeiro em um debate. A tônica da minha argumentação é de que está tudo errado com a auto-ajuda. Ele tenta me desbancar lembrando da gafe que cometi no programa da Hebe. Venço facilmente na réplica apenas mostrando a semelhança física dele com o Edir Macedo.

Hoje sei que foi um deslize desafiar a Hebe no jogo da velha. Ardilosamente venci a partida porque hipnotizei a loira pra que ela não colocasse a peça em um dos quatro cantos. Eu sempre começo colocando no meio e se o adversário (seja quem for, a Hebe ou o Kasparov) colocar em qualquer casa que não fique no canto eu venço. Considero-me o campeão mundial de jogo da velha e isso não tem nada a ver com aquelas senhoras que amei.

Bono Vox, encantado com a minha retórica, me pergunta sobre projetos atuais. Converso com ele sobre o documentário que estou produzindo com apoio do FUNCINE, BNDES, PETROBRAS e uma empresa de energia do sul do Brasil. O screenplay começa com uma festa de reencontro com todas as minhas ex-namoradas e termina comigo em um quarto com a Helen Ganzarolli e a Vivi Fernandez. Uma celebração do amor platônico juvenil e também pra mostrar que a vida pode melhorar. No final do filme as duas perguntam num castelhano estranho se eu gosto de vinho enquanto eu ouço meu nome no diminutivo.

A reunião segue normalmente. Um distinto senhor falou sobre o paradoxo que era considerar um cão como parte da família e além disso manter relações sexuais com tal cão. Disse inclusive que pediu a opinião de um padre para saber se aquilo seria o pecado da incestozoofilia. Explicou que padres não entendiam nada sobre o amor e concluiu que pensava não ser pecado algum, pois não era incesto uma vez que o cão não era de verdade da família (juridicamente falando) e ao mesmo tempo não poderia ser considerado zoofilia pois não era um cachorro qualquer, era o Tobby!

Silêncio. O Mandela mira no fundo dos meus olhos e pergunta qual minha idéia para a divulgação do evento e qual seria o tema de minha palestra. Respondo que o meeting terá como slogan a frase de Zózimo – “Enquanto houver champanhe, há esperança” – e seguiremos com uma chuva de champanhe sobre os africanos. Ato contínuo, lhe informo que o tema da minha palestra será o humor negro.

Um tanto quanto apreensivo, o Mandela pede para falar a sós comigo. Conta que está tudo certo com a divulgação e que também dá o seu aval para o tema escolhido para a palestra, contudo, pede com lágrimas nos olhos para que eu não conte nada sobre o fato dele passar 27 anos preso e se separar apenas 2 anos após deixar a cadeia – muito embora eu credite aqui um argumento muito forte contra a instituição do casamento! Ele pede também por gentileza que eu não faça qualquer associação intestinal com a expressão “liberar o Mandela”.

A palestra tem início. Em síntese, exteriorizo minha opinião de que o humor negro não começou com Bill Cosby, bem como o dia da consciência negra não é para seus poucos admiradores. Meu estudo me levou à conclusão que o humor negro data dos tempos bíblicos. Caim seria o pai do humor negro, porque uma pedrada bem dada no irmão pode ser morbidamente engraçada para alguns. Sustento ainda que a Ku Klux Klan tentou acabar com o humor negro.

A palestra segue. Não sei se foi a conversa com o Mandela, mas de repente fico sem assunto e tenho que improvisar. Concluo a palestra com a declamação da poesia abaixo enquanto o Bono toca um banjo:

Tanto amor perdido no mundo
Verdadeira África de enganos
A visão cruel e deserta
De um futuro de poucos anos
Sangue negro derramado
O solo manchado
Feridas na Savana
Avalanches de desatinos
Numa ambição desmedida
Absurdos contra os destinos
De tantas fontes de vida
Quanta falta de juízo
Tolices fatais
Não sabe o que faz
Como dormir e sonhar
Quando há fome no lar
Terríveis sinais de alerta, desperta pra África viver
África, insônia do mundo
Todos os gigantes tombados
Aos homens do nosso tempo
Quantos anjos queridos
Guerreiros de fato
De morte feridos

A palestra foi imediatamente publicada em livro, DVD e Blue-Ray e foi um sucesso, vendeu muito.

Meus problemas começaram dois meses depois da palestra, quando recebi uma citação em uma ação judicial movida pelo Roberto Carlos me acusando de plágio.

Mas o pior mesmo foi receber a carta do meu advogado com a Nota Fiscal e a cópia da petição de defesa (contestação) que trazia a seguinte frase, um misto de confissão e indignação: “Ô Psit, tu também já copiou lá aquela música do outro cara”. Terminava a contestação assim: ANTÔNIO RENATO ARAGÃO – OAB/CE 1016.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

CACHORRAS DA SEMANA

Confira a cadelinha destaque desta semana: Clique aqui!

"Um bando de p... no c... que se conhece"



Segundo o Data Base - não sabemos se a autoria realmente é dele, mas é certo que tomamos conhecimento desta definição num de seus corriqueiros e verborrágicos xingamentos - a nossa galera não pode ser nomeada como "um grupo de amigos", mas tão somente como "um bando de pau... no c... que se conhece".

Muitos de vocês podem achar que a intenção dele era desmerecer a qualidade de nossa amizade. Porém, o real significado da expressão é justamente o contrário! Mesmo diante de uma numerosa quantidade de membros, de uma enorme variedade de espécies, das mais diferentes idades, profissões e orientações sexuais (cada vez mais diversas, aliás), nossa turma vem conseguindo manter, ao longo de muitos anos, fortes laços de fidelidade e companheirismo. Ainda que os interesses e os destinos individuais acabem nos conduzindo a caminhos opostos, nosso afeto (termo meio baitola que, por enquanto, vai ser usado como sinônimo do tal sentimento) continua verdadeiro e inquebrável.

Assim, na linha dos praguejos do Data Base, do ácido texto do Dom Lona sobre o Natal e pegando carona nas famosas séries de fatos sobre determinadas celebridades, o Derrame CeLebral resolveu iniciar uma lista sobre as sólidas virtudes de nossos amigos. Seguem, então, os primeiros "6 facts about our friends":

1) Todos - sim, sem qualquer exceção! - os nossos amigos são MENTIROSOS. Alguns mentem sobre a qualidade de presas abatidas, outros sobre a quantidade, acerca da própria remuneração, coragem, feitos heróicos, sexuais...; enfim, a propósito de uma infinidade de coisas! Existem, dentre nós, dois irmãos com uma sintonia tão grande nessa arte que vez ou outra acabam confudindo a audiência, até que o causo ganhe contornos tão absurdos que termine sendo desmarcarado. O melhor de tudo é que, ao final, ninguém acredita nas estórias (nem mesmo os autores), todo mundo ri e as mentiras continuam sendo repetidas até que se transformem em verdades ou acabem substituídas por outras mais engraçadas.
(Informamos, por cautela, aos familiares e clientes que na vida profana nossos companheiros não se valem desse folclórico expediente dos pescadores, que só é constatado nesse círculo particular).

2) Nosso amigos são, invariavelmente, BEM DOTADOS (isso mesmo, no aspecto peniano!). Vejam bem, esse atributo não foi aferido com fitas métricas, fotos ou comparativos científicos. É possível que, num momento ou outro de nossas vidas, tenhamos nos deparado sem querer com a jeba do colega (suruba, vestiário do futeba; ora, em alguma situação heterossexual que não pudemos evitar), mas o critério usado nesse quesito é apenas a insofismável afirmação de cada um, normalmente lastreada no físico geral do sujeito: se o cara é alto, o p... segue a proporção dos demais membros; se é baixinho, vale a regra do "L"; se é mediano, usa o tamanho do pé, da mão, do queixo ou de qualquer outra parte saliente do corpo; e por aí vai. Algumas vezes, além do biotipo, a assertiva pessoal é confirmada por outras provas, tais como: depoimentos femininos (pagos ou não) e escalas de preservativos.
(Essa segunda virtude confirma integralmente a primeira).

3) CHATOS. Claro, todos nós somos um pé no s... ! Conhecem aquela máxima de que o sujeito pediu a Deus para ser chato e entrou na fila duas vezes? Pois bem, os nossos amigos são hors concours no quesito chatice, com mestrado em pentelhação, doutorado em perturbação e pós-doutorado em incomodação. Quando o tema é política, religião ou futebol podemos dizer que são, simplesmente, imbatíveis. De cada 10 palavras que dissemos, cerca de 478 delas são dirigidas para aborrecer o próximo; o qual rebate com aproximadamante 734 novas formas de estorvo. E é incrível como o tempo - e sua correspondente e inevitável rabugice - aperfeiçoaram nossos métodos.
(Temos profunda esperança de que os terceiros tenham visão diversa de nossas pessoas, possivelmente associada a simpatia e diversão).

4) Descartes dizia: "é a coisa que, no mundo, está mais bem distribuída". Todavia, podemos garantir que não há, em todo o planeta Terra, rapazes com BOM SENSO mais apurado do que nossos amigos. Não importa o assunto, ciência, momento histórico, especialidade, emoção; não interessa: nossa abalizada opinião - invariavelmente concebida de forma plúrima e sem qualquer denominador comum - é sempre a mais simples e melhor alternativa aplicável a um caso concreto.
(Vejam bem: ainda não estamos falando de nossa inquestionável inteligência e sabedoria, mas tão somente de escolhas corretas).

5) As santíssimas mãezinhas que nos perdoem, mas somos todos verdadeiros FILHOS DA P... . Desconsiderada a chatice - já tratada em item anterior e igualmente componente do caráter genérico dos rebentos das prostitutas -, nossos valorosos companheiros costumam ofertar, entre si, toda a sorte de trairagem e canalhice existente; sempre com um toque de refinamento, cordialidade e, quase sempre, de explicitude (às vezes revelada por descuido com anos de atraso). A calhordice recíproca manifesta-se nas mais diversas formas, desde um inocente amasso numa irmã ou ex-namorada, ofensas verbais e, até, sopapos ao pé do ouvido.
(Sorte que, como toda buona famiglia, nossas rusgas são resolvidas em casa; entre mortos e feridos, sempre nos salvamos todos).

6) LINDOS. Acalmem-se! Novamente se trata de adjetivo desprovido de gay feeling. Estamos falando aqui da sincera opinião do mulheril verdadeiramente interessado em homens com H maiúsculo (não esses metrossexuais de araque ou milionários de ocasião). Por óbvio sabemos que somos, em verdade, brucutus imundos de péssima índole e trato duvidoso! No entanto, o que podemos fazer se o mercado das fêmeas sempre nos recebeu como mercadoria de alto valor agregado - o crème de la crème dos poucos otários detentores de estudo, dinheiro e rigidez caceteana suficientes para casamento e constituição de família?
(Sim, todos nós temos espelho em casa! - do tipo que só reflete a imagem idealizada por nossas queridas mamães).

* Continua num próximo post (talvez!).

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Natal

Dom Lona



Não há época do ano que mais irrite qualquer pessoa com o mínimo de decência do que o natal. Com a proximidade dos festejos natalinos, há uma transformação, diga-se de passagem efêmera, do comportamento social. O tão falado espírito de natal toma conta de todas as pessoas, que parecem ter uma tendência a perdoar ou esquecer tudo aquilo que aconteceu durante o ano.

Além disso, a necessidade de recuperação do comércio de todos os prejuízos enfrentados durante o ano faz com que as agências de publicidade, sem qualquer escrúpulo, abusem da inocência de crianças e idiotas, praticamente os obrigando a presentear a mais diversa gama de pessoas.

E nem pense em não presentear os outros no natal. Se você não der um presente à sua mãe, p. ex., você vai se sentir um canalha, não importa o quão bom tenha sido a ela durante todo o ano.

Imensas árvores de natal, com milhares de lâmpadas, decorações em shoppings, sorteios de carros e toda a sorte de subterfúgios fajutos escoram-se em uma desculpa religiosa, como as Cruzadas na Idade Média, levando a uma verdadeira peregrinação ao comércio, tal qual ocorre anualmente a Meca.

Aliado a isso, a cada ano crescem aqueles que devem ser presenteados. A lista de caixinhas vai desde o porteiro do seu prédio, secretária, listas de amigos-secretos, até aqueles que recolhem o seu lixo (nada contra os lixeiros), a quem você presenteia ante a imagem de uma montanha de lixo em frente à sua casa como sinal de retaliação.

Poderia escrever várias linhas sobre o espírito de natal, mas penso agora que me aproveitei dele para criar um post para este blog, cujo conteúdo não tem nada a ver com manifestações sócio-ideológicas, senão aquelas intrinsecamente ligadas com a relação entre os sexos.

Assim, termino rapidamente este pequeno texto, que, a exemplo de tudo que se relaciona com o natal, não fará mais sentido algum na manhã do dia 26 de dezembro.

DIA A DIA (07)

Dom Lona

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Pílulas do amor, primas com ódio

Ruggiero Barretini

Como toda turma que gosta(va) de uma boa sacanagem e está próxima da meia-idade, a nossa também já teve membros temporariamente acometidos do mal da paumolescência.

Acalmem-se, amigos! Não iremos revelar nomes. Até porque a broxura não é o tema principal desta crônica, mas apenas as drogas que lhe tratam.

Não sabemos há quanto tempo essas pílulas chegaram no mercado, só lembramos de ter lido que foram descobertas ao acaso (estudavam-se remédios para um fim e foram justamente seus efeitos colaterais que deixaram os pacientes, suas mulheres e toda a indústria farmacêutica felizes).

Pois bem, sejam elas azuis ou amareladas, losangulares, ovaladas ou redondas, com maior ou menor teor de princípio ativo, todas acabaram contribuindo para uma nova revolução sexual.

Não temos conhecimento (e, por ora, nem pretendemos ter) sobre os aspectos clínicos desses comprimidos. Interessa-nos apenas os reflexos sociais de seu uso. Como muita gente já escreveu sobre as mudanças dos hábitos da terceira idade e sobre os jovens que não têm qualquer disfunção erétil mas tomam os medicamentos para melhorar seus desempenhos na cama, ficamos imaginando o que as prostitutas vêm achando disso tudo.

Num primeiro momento devem ter adorado! A demanda por seus serviços possivelmente estourou em pouquíssimo tempo. Se aquelas propagandas que apregoam na tv absurdos percentuais de impotência tiverem algum fundo científico (torcemos para que sejam meros chutes, senão essa naba certamente vai nos atingir em algum momento da vida), podemos dizer que um acréscimo de 35% na procura é um palpite bastante razoável.

Como a oferta nesse ramo pode demorar um pouco para estabilizar e a maior parte dos preguiçosos estava ansiosa pela chance de ejacular suas parcas economias, o preço deve ter subido abruptamente, inflacionando o mercado. Imaginem vocês: as mais antigas profissionais finalmente estavam gozando seu verdadeiro valor!

Porém, assim como as ereções, essa festa certamente não durou uma eternidade. Os cafetões não podiam deixar de atender esses clientes e logo passaram a contratar novas funcionárias (o que não deve ser muito difícil em nosso País, onde a beleza é farta e a pobreza gritante).

Por algum tempo esses proxenetas e as recém chegadas cortesãs amestradas na ciência do gozo venéreo (Aluísio Azevedo, numa das melhores definições já produzidas pela literatura nacional) também devem ter nadado nessa piscina de bolinhas coloridas. Mas o que será que o futuro reservava a todos?

O cenário que nos ocorreu é o seguinte: oferta, demanda e preços consolidados. Lucratividade também; menor que na chegada dos fármacos, todavia sustentável. Entretanto, o que falar das condições de trabalho das primas? Com certeza devem estar muito piores!

Disse um parente do amigo de um conhecido nosso que essas moças normalmente recebem por hora. Dependendo da estirpe, do perfume, da roupa, da maquiagem, do gingado e do local de trabalho, cobram mais ou menos pelos seus serviços.

Só que essa hora, aferida no rádio-relógio do criado-mudo, quando cumprida em sua integralidade, era permeada de longos intervalos de recuperação peniana e nem sempre resultava numa segunda bimbada - apenas em carinho, beijinhos e cafunés (que até devem fazer parte do combo, mas na qualidade de brindes; o fulano paga mesmo é pela pipoca e pelo refrigerante).

Provavelmente isso não ocorre na atual conjuntura química. O cara que toma um negócio desses deve querer aproveitar cada um dos minutos contratados e, pior (para as putas), deve conseguir! Enquanto a mulher estiver peladona, o figura vai continuar cantando o hino: verás que um filho teu não foge à luta!

Literalmente, o negócio agora não deve ser moleza! Não tem intervalo de almoço, nem pausa para o cigarro e o cafezinho. No máximo uma chuveirada e uma bolsa de gelo no instrumento de trabalho e a torcida (ou reza braba) para que o próximo seja um bêbado mais interessado no colchão e no travesseiro do que no programa ou então que não conte com o mesmo aditivo energético.

Se a vida delas já não era fácil, quem dirá agora! A alegria de alguns certamente pode ser o cansaço de outras! Menos mal que elas estejam nesse ramo apenas por prazer e curto período (pelo menos é o que vivem dizendo para aquele parente que mencionamos há pouco; o qual, também na sincera opinião dessas briosas proletárias, é dotado de um enorme cacete).

CACHORRAS DA SEMANA

Veja quem foi eleita a cachorrinha mais sapeca da primeira semana de dezembro: Clique aqui!