sexta-feira, 25 de agosto de 2017

JOÃOZINHO





No período whatsappiano da era internezóica (depois do e-mailiano, orkutino e facebookiano; antes do instagrino), recebi pelo smartphone diversas narrativas de um garoto esperto, perspicaz e politicamente incorreto chamado Joãozinho. Algumas vezes era denominado Pedrinho, mas lá no fundo eu sabia que as atitudes eram do Joãozinho – o redator havia cometido um engano ou estava poupando Little John.
Essas histórias, passadas de geração em geração, normalmente são tratadas pela maioria das pessoas como simples piadas, pois têm um caráter superficial jocoso, bem-humorado. Eu, embora também ache graça, sempre tentei ir mais longe, captar a essência de (i)(a)moralidade, o constrangimento e até a pureza do esquete.
Na última ocasião que li sobre ele, a qual me levou a escrever este texto, fiquei imaginando quais eram as características físicas do Joãozinho, uma vez que as psicológicas são de conhecimento comum. Se já é difícil escolher um ator para dar vida a personagem fictício bem definido numa obra literária (vide http://www.adorocinema.com/slideshows/filmes/slideshow-118823), como presumir as feições de um garoto que jamais foi anatomicamente descrito?
Sim, ele tem respostas rápidas e sujas para todos os questionamentos da “fessora”, dos colegas de classe ou dos pais. Porém, o que dizer da sua orelha: de abano, discreta ou grande o suficiente para levar uns bons puxões?
Em certas horas me vem à mente o Maluquinho do Ziraldo – tanto na forma do desenho original quanto do menino que lhe interpretou no cinema. Contudo, essa imagem desaparece logo em seguida: Joãozinho e Maluquinho definitivamente não são a mesma pessoa! E, apesar de certas similitudes anímicas, claramente não é o Calvin do Watterson nem o Armandinho do Beck...
Noutras aparecem trejeitos de companheiros de aula – os meus antigos e os atuais de minha filha, que tem 8 anos... Porra! Qual é a idade exata do João? Depende da história: nas mais inocentes tem 5; naquelas picantes 11? Será que envelheceu e passou o bastão a sucessores ou simplesmente o tempo não lhe atinge?
E os amigos adultos galhofeiros: teriam sido Joõezinhos (Joãezinhos? Joãozinhos?) no passado? E será que os filhos deles herdarão o gatilho rápido e a alegria constante? Pelo menos o nome um desses rebentos já ganhou... (Bela homenagem a esse herói infantil, que jamais precisou subir num pé de feijão!)
Meu Deus! O João original ainda está vivo e armando confusões ou apenas relemos, revivendo e adaptando, memórias de alguém que já se foi?
Ou, quem sabe, o João moderno, empoderado ao comer um sanduíche de mortadela e com a autoridade de quem degustou uma coxinha na hora do lanche, atenda pela alcunha de Joaninha, JoãozinhX ou pelo sobrenome Figueiredo!?! E se eu admitir que na minha ilusão nunca foi negro, índio, judeu, muçulmano, indiano, oriental...; serei massacrado pelas redes sociais, condenado por ações judiciais de ONGs ou arderei no fogo eterno?
Pois bem, o Joãozinho que me diverte há tanto tempo é branco, com cabelos castanhos e curtos. Olhos de jabuticaba bem abertos. Mirradinho, não obstante nutrido. Vestuário surrado e sujo do futebol no recreio. Algumas remelas e melecas costumam estar presentes, pois nunca lava o rosto como a mãe pede. Os dentes são bonitos e a boca grande, destacando a língua afiada e o sorriso perene.
Senta no fundo da sala e não para de conversar. Tira notas baixas, todavia suficientes para ser aprovado. É um dos menos estudiosos e seguramente o mais inteligente. Um geniozinho que ainda não encontrou seu rumo na vida.
Fala palavrões e menciona partes íntimas com a mesma naturalidade que os camaradas recitam a tabuada de dois. Prega peças pueris e desvenda segredos da maioridade. O corpo irrequieto só sossega quando é instigado por uma pergunta: momento sublime em que ele levanta calmamente e dispara suas pérolas certeiras, que atingem simultaneamente o interlocutor e o leitor.
Alguns diriam travesso, levado, malcriado; outros ladino, sagaz, astuto. E o seu Joãozinho, como se parece? Sabe da última que ele aprontou? :)

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

ALTERAÇÃO DO NOME DO STF É VOTADA EM PRIMEIRO TURNO NO SENADO


ALTERAÇÃO DO NOME DO STF É VOTADA EM PRIMEIRO TURNO NO SENADO

Dom Lona

Na última quarta-feira o Senado Federal votou em primeiro turno a PEC 62, que prevê a alteração do nome do STF – Supremo Tribunal Federal.

Caso a PEC seja aprovada, o STF passará a se chamar Supremo Tribunal da Fantasia, mantendo-se a sigla já utilizada há anos.

De acordo com o líder do Governo, a alteração de nome visa compatibilizar o tribunal com o seu papel na nação e com a referência que o povo tem do mesmo. “A grande vantagem é que mantemos a mesma sigla, o que representa uma grande economia em termos de sinalética e material gráfico”, disso o líder.

A ADEBRA – Associação dos Adevogados do Brasil entende que a alteração é válida, ao estreitar o nome e as funções do tribunal, e ainda tornar a sua função de mais fácil assimilação para a população. “Como sabemos, o STF é uma alegoria necessária à estrutura de um Estado Democrático de Direito. O Brasil tem muitos símbolos, como o futebol, o carnaval e o STF, que agora recebe um nome que faz jus à sua verdadeira função”, disse o Presidente Antônio Travessa de Mirinda.

Com a alteração, o governo pretende dar início a uma reestruturação completa do Judiciário brasileiro, pondo fim à órgãos inoperantes como o Ministério Público e coibindo abusos como os praticados pelo CNJ no exercício de suas funções.


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

PRELIMINARES


Um sujeito de bom coração. Até quando tirava sarro de alguém deixava transparecer um sutil sorriso no canto da boca - gesto inconsciente para atestar que sua intenção não era a mágoa, mas tão somente o humor. Recebia críticas com tranquilidade. Ombros e ouvidos sempre disponíveis. Profissional dedicado, não negava favores. Baladeiro divertido. Gente boníssima. Não era à toa que suas caminhadas pelo centro da cidade eram interrompidas a todo o momento pelos cumprimentos dos amigos.
E como falava. Uma espécie de necessidade física - quando não despejava todas as palavras em momento oportuno, uma semana de Activia era pouco para desobstruir suas vísceras. Chegou a ter uma apendicite como efeito colateral de uma rouquidão de dois dias.
Bom de papo. Histórias legais; nem sempre pitorescas, porém invariavelmente repetidas. Algumas vezes em dias distintos; na maioria delas apenas segundos depois de contar a primeira (e/ou a segunda) versão. Escutava, gargalhava, participava; desde que o desenrolar da conversa não o impedisse de concluir seu caso, senão trazia o tema novamente à roda durante a simples respirada do interlocutor.
Filosofia incidental de boteco:
“Muitos irmãos... Se o cara não se impõe pela fala perde o sorteio do bife!”.
“Porra acumulada não deve ser, porque uma bronha alivia mais do que passe espiritual e descarrego da Universal!”.
“Uma pena que não tenha jóquei clube em Floripa: daria um locutor e tanto!”.
Hipertireoidismo? Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)? Nada disso! Era apenas detalhista – adorava contar os pormenores. Aliás, gostava tanto que se perdia no meio deles. “Foco, Presidente!” – gritavam os menos pacientes, chamando-o pelo título que ganhara depois de atingir o ápice da carreira sexual. Ele nem se importava – ria e seguia sua verborragia sem se preocupar com o destino.
Nem sempre é o desfecho que faz a obra – existem ótimos filmes e livros com finais pífios e enredos maravilhosos. O problema é quando a contracapa conta demais: enquanto não chega na bendita parte interessante, o sujeito presta pouca atenção no desenrolar da trama. Ou pior: só quer saber do tal episódio – pula páginas ou aperta o fdw no controle para, aí sim, degustar o acontecimento principal por todos os ângulos.
Que ele tinha comido, todos já sabiam.“E como foi?” – pergunta o amigo, ansioso pelas minúcias mais picantes.
Era a deixa para o Presidente aliviar o peito: “Então... Eu estava cheio de coisas pra fazer na segunda. O chefe tinha ido viajar e sobrou tudo pra mim. Não me lembro se Joinville ou Criciúma... Acho que Criciúma, porque ele tava preocupado com a duplicação da BR. Como tá demorando aquele trecho sul, né? Culpa daqueles índios paraguaios que montaram duas barracas e instituíram uma reserva migué. Dia desses, quando passei pelo Morro dos Cavalos, quase bati numa van que estava encostando naquele caldo de cana. Às vezes tô em casa e me lembro daquela pamonha... Você já comeu?”.
“Porra, Presidente! Eu já comi e concordo: é gostosa e o milho verde dali também é uma delícia! Mas quem perguntou primeiro fui eu: - Comeu a gostosa ou não, seu pamonha?”.
“Ah, tá! Peraí que já vou chegar lá! Como eu ia dizendo, o big boss foi pro sul – sorte que não cruzou com nenhuma van pelo caminho! –, e eu abarrotado de trabalho aqui. Liguei pra coisinha; o celular tava fora de área. Até porque, se é Tim tá sempre fora de área! Toquei pro fórum pra tentar arrancar o despacho. O assessor era dez! Entendeu tudo e garantiu que falaria com o juiz. Caso foda...”.
“Presideeeenteeee!” – dedos irrequietos tilintando na mesa...
“Calma, cacete! Putz, esqueci de falar: enquanto esperava o assessor, mandei um SMS pra avisar que passaria lá em 20 min. Blá-blá-blá-blá... Whiskas Sachê... Blá-blá-blá-blá... Tic-tac-tic-tac-tic-tac... Jogo do Fluminense... Blá-blá-blá-blá... Black Friday ou Fraude... Tic-tac-tic-tac-tic-tac...”.
O amigo não aguentou: “Aaaaaaiiiiiii, meu Deus!!! Pelo jeito vai terminar com você dando o rabo em alguma esquina pro Tião Skol Litrão...”.
“Tá, seu mala! Peguei em casa, levei no motel e comi!” – respondeu laconicamente, como se o barato tivesse sido subitamente cortado.
Passados alguns segundos, o sujeito arregala os olhos, balança as mãos pedindo misericórdia e grita: “PUTAQUEPARIU!!! Só isso? Tu tá de sacanagem comigo ou não teve sacanagem com ela? Nenhuma bunda durinha, seio siliconado, tatuagem secreta, lingerie de sex shop??? Gatinha manhosa, putinha sem graça, quietinha safada? Nem mesmo uma calçola cor da pele ou vergonha de luz acesa? Eu mereço! Só eu mesmo pra ficar aqui ouvindo esse discurso... Vou sugerir pra rapaziada mudar sua alcunha para ‘Comandante Fidel’! Por favor, moça: outro expressinho com leite!” – desistiu o amigo.
Filosofia final de boteco:
“Eu sei exatamente como foi... Tiraram a roupa, a moçoila empurrou a boca dele ao encontro da perseguida e disse: ‘– E aí, Mr. President, como foi seu dia?’. Dali em diante a língua nervosa não parou mais! Segundo me garantiu a prima, ela gozou três vezes antes mesmo dele protocolar a petição... Parece que agora ganhou o apelido de ‘Prê’ – o Presidente das Preliminares!”.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Direto dos Pampas!!!

Dom Lona

CNJ Analisa Divórcios no RS
Na última terça-feira o CNJ – Conselho Nacional de Justiça, apresentou o resultado de um estudo feito junto às Varas da Família das Comarcas da grande Porto Alegre – RS.

Segundo o estudo, o número de processos de separação e divórcio vem aumentando gradativamente, e já representam 18% de todo o volume de lides submetidas ao Judiciário Gaúcho. Segundo o levantamento, 85% destes processos foram deflagrados pelas mulheres e o motivo principal é a traição de seus maridos. Até ai tudo bem.

Mas o dado que causou mais surpresa ao Assessor de Imprensa do Tribunal Gaúcho é que há um aumento exponencial das alegações de traição por parte dos homens com seus melhores amigos. “É incrível o que vem ocorrendo nos últimos anos. Em alguns casos as ações foram ingressadas em conjunto por duas mulheres cujos maridos mantinham uma relação paralela”, explicou o Assessor.

Os dados mostram que 75% das separações embasadas em traições são fundamentadas em quebra do dever de fidelidade do varão para com algum outro homem, o que no decorrer do processo vem a se confirmar.

O CNJ diz que não há motivos para surpresas ou medidas a serem tomadas e que realmente os resultados variam de acordo com os costumes da população, extremamente heterogêneos em um país de dimensões continentais como o Brasil.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ILAÇÕES CELEBRAIS...

Dom Lona

CURTAS...
(no tamanho e na envergadura intelectual)


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Expressões que usamos com frequência em determinado contexto, são completamente inapropriadas para outros. Se você diz a um jogador de futebol que quer vê-lo jogando enfiado, tudo bem, mas se você diz isso em outro contexto, a interpretação pode ser desastrosa... E daí?
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Fui no médico semana passada e depois de subir na balança ele me disse:
- Você está acima do peso!
Sem comentários...
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Se pudesse voltar no tempo, exterminaria com crueldade quem inventou o celular.
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O Judiciário acabou com o cheque. Seu maior princípio, o da autonomia, foi gradativamente flexibilizado pela Justiça. Da mesma forma fez com o crime de estelionato por emissão de cheque sem fundo, ao decidir que o cheque pós-datado perde sua característica. O Judiciário é também responsável pelas ínfimas indenizações que as empresas controladas pelas Agências Governamentais são condenadas a pagar em vista do péssimo atendimento aos clientes, o que só perpetua o tenebroso atendimento. O Judiciário relaxou a prisão dos condenados por crimes hediondos, indo contra a lei que impedia esse tipo de relaxamento. O Judiciário cada vez mais interfere nas relações privadas. O Judiciário... ah, deixa pra lá!
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Fui a uma loja de fast-food hoje, das mais famosas, e de novo não me serviram um sanduíche nem de longe parecido com o que estava na foto. Mas continuarei a frequentar a casa.
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Meu amigo diz que não entende como sua esposa assiste ao BBB todas as noites, em uma clara alusão ao baixo nível do programa. Neste mesmo horário, ele joga videogame. Eu também jogo videogame(?!?!?) Mas não é qualquer jogo!
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Outro dia li que o carnaval é um período do ano em que se admite que o homem retorne ao estado bárbaro. Não é fantástico este período?
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Morar em Florianópolis é como ficar na calçada olhando o paraíso por um muro de vidro. Quem não entendeu que se foda...
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Tocar em uma banda é um exercício constante de paciência... dos demais integrantes para comigo!
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Dizem que tenho uma personalidade forte. Não concordo. Na verdade tenho opiniões bem embasadas.
*
FIM

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Entrevista Mediúnica – Steve Jobs


Redator: Dom Lona

Perguntas de
Dom Lona, Ezra Pound e Ruggiero Barretini


Desde o desencarne de Steve Jobs, a equipe de médiuns do Derrame Celebral tem tentado contato com seu espírito para mais uma entrevista exclusiva.

Confesso que quase desistimos da empreitada, já que foram inúmeras as vezes que nos reunimos para o contato que não ocorreu.

Contudo, com o lançamento no Brasil do iPhone 4S, Dom Lona teve uma brilhante ideia e passou a questionar Siri (software da Apple que interage através da voz com usuários do iPhone 4S) repetidamente sobre qual a melhor forma de contato com o Mestre Steve Jobs.

Após dias tentando, finalmente Siri cedeu, e Dom Lona conseguiu através de uma sucessão de perguntas, constranger o software e obter as respostas que foram o alicerce da sessão de comunicação mediúnica com a entidade. Um detalhe, que logicamente não podemos revelar, possibilitou o contato com Steve Jobs.

O médium escolhido para receber o espírito foi Ezra Pound. Durante o processo, tomamos uma grande dose de um antigo licor de maçã, verdadeiro catalisador do contato etéreo.

Cumpridas as formalidades ditadas por Siri fizemos o contato, que foi tranquilo. Steve Jobs estava calmo e conversou demoradamente conosco, já embalados pelas doses de licor de maçã ingeridas.

Abaixo reproduzimos os principais trechos de nossa conversa:

Derrame Celebral: Seu sobrenome traduzido para o português significa Trabalhos, mas também é o plural do nome de um livro bíblico, Job, que é o nome em inglês do livro de Jó, que trata sobre uma história de paciência de um homem que passa por provações divinas. Ao mesmo tempo você criou uma empresa chamada “Maçã” (Apple) que segundo o senso comum seria o fruto proibido que Eva e Adão teriam devorado no Paraíso. Você é um homem religioso que acredita na Bíblia e que viveu dificuldades nos seus trabalhos como seu parente remoto Jó?
Steve Jobs: Ãhhh?? Que tipo de pergunta mal feita é essa? Próxima pergunta!

[a pergunta acima foi feita por um dos integrantes do Derrame Celebral, cujo nome não será revelado, mas que deixou atônitos todos os presentes (assim como a Steve Jobs), que passaram a temer pela sanidade do membro do grupo]

Derrame Celebral: Você considera que sua ida para o além foi precipitada?
Steve Jobs: Na verdade não. Fiz tanto pela humanidade, em tão pouco tempo, que penso que minha missão na terra estava acabada. E para eu estar aqui agora é como viver em uma nuvem, ou seja, na minha própria criação.

Derrame Celebral: O Sr. está tentando ajudar a humanidade de alguma forma do mundo espiritual?
Steve Jobs: No momento tenho tentado colocar algum juízo na cabeça do Bill [se referindo a Bill Gates], para que ele resolva de vez a praga que é o Windows. Se conseguir isso, acho que terei dado uma grande contribuição ao mundo, quem sabe serei até canonizado.

Derrame Celebral (Pergunta feita por Ruggiero Barretini): Meu filho vai concluir o ensino médio e prestar vestibular no próximo ano. Pediu-me algumas dicas sobre seu futuro profissional. Depois de assistir seu famoso discurso na universidade de Stanford e de ler sua biografia, recomendei que ele fumasse maconha, usasse LSD e se mantivesse tolo e faminto. Mais alguma sugestão? Em quanto tempo você acredita que ele vai ficar milionário?
Steve Jobs: Hum, boas dicas. Se além disso ele conseguir ser um nerdsexual, ou seja, uma pessoa que só faz sexo uma vez a cada 3 anos, acho que estará no caminho do sucesso.

Derrame Celebral: Existe alguma verdade na teoria de que é possível a comunicação com os mortos através do iCloud do iPhone?
Steve Jobs: Vejam como vocês conseguiram fazer contato comigo! Há muitos anos sabia que minha doença acabaria comigo e todo o sistema foi pensado considerando isso. Mas digo uma só vez: Siri tem as respostas certas para todas as perguntas, basta saberem perguntar.

Derrame Celebral: Em uma entrevista na Apple fizeram a seguinte pergunta: Há três caixas, uma contém somente maçãs, uma apenas com laranjas, e uma mista com maçãs e laranjas. As caixas foram incorretamente rotuladas, de tal forma que nenhuma identifica seu real conteúdo. Abrindo apenas uma caixa, e sem olhar dentro dela, você tira uma única fruta. Ao ver que fruta você tirou, como rotular corretamente todas as caixas? Como você responderia isso?
Steve Jobs: Rotularia todas as caixas com a mesma etiqueta iFruta e venderia pelo triplo do preço.

Derrame Celebral: Steve, depois do seu desencarne, alguns jornais publicaram declarações de que você teria participado da concepção de novos produtos suficientes para garantir a continuidade dos lançamentos da Apple pelos próximos quatro anos. Você poderia antecipar alguns deles?
Steve Jobs: não quero que me acusem de manipular no plano etéreo os valores de nossas ações na bolsa terrena... Porém, como imagino que o Derrame não deve transpassar a leitura de um bairro, numa cidadela, de um estadinho, num paiseco emergente, ouso mencionar dois desses futuros utilitários: o iPet, que é uma coleira para animais de estimação com as mesmas funções de um iPod, com GPS, identificação digital dos donos e sons da natureza para acalmar e/ou alegrar os bichinhos; e o iFuck, que é um vibrador com design moderno e uma glande em formato de maçã. Mais do que isso, só se você arrancar diretamente da Siri...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Consciência sanitária



De acordo com a teoria da sexualidade de Freud: Fase fálica – [...]. Na menina esta constatação determina o surgimento da “inveja do pênis” e o consequente ressentimento para com a mãe “porque esta não lhe deu um pênis, o que será compensado com o desejo de ter um filho.”

No último sábado fui numa festa de casamento. Estava simplesmente sensacional. Tomei todas em homenagem aos noivos (e a minha sogra: piada interna – não é para vocês entenderem...). Como o meu negócio é “gelada”, fui ao banheiro inúmeras vezes.

Nunca li estatística sobre isto (até porque acho pouco provável que algum idiota se dê a este trabalho), mas ouso arriscar que boa parte da tal inveja feminina deve-se a um único fato: mijar em pé com uma simples abertura de zíper.

O mictório (urinol ou mijadouro) é uma das invenções mais práticas da humanidade. Mesmo usando terno e gravata é possível esvaziar a bexiga sem grande transtorno. A mulherada de vestido longo adoraria benesse equivalente!

Agora, elas não devem saber que, além da tal facilidade, o mictório é um local excelente para meditação, no qual são feitas grandes e relevantes reflexões. Tá, sei que alguns usuários gastam este sublime momento para mirar o regador do vizinho e outros só estão ali para verter água mineral.

Contudo, a grande maioria, que conhece as benfeitorias do álcool, desliga-se do mundo exterior e volta a atenção para dentro de si. Alguns chegam a entoar mantras budistas: Sial, aku sangat mabuk! (Caralho, tô muito bêbado!) ou Sialan, hanya punya panas di jalang ini! (Cacete, só tem gostosa nesta porra!).

E o interessante é que o indivíduo sai dali leve – física e espiritualmente –, com um sorriso no rosto, como se tivesse atingido o nirvana (trata-se, em verdade, de ilusória e mundana sensação, já que em poucos minutos ele continuará insatisfeito – o que exige novo exercício de iluminação – e o nirvana sem sexo – tese minha – é impossível!).

Há relatos de praticantes que, desprovidos de mictórios em suas residências (normalmente só existem vasos com tampas objeto de muita discussão matrimonial), tentaram aprendizado semelhante em impressoras (tempestivamente interrompido pelos berros da esposa) e outros que chegaram ao ápice da concentração no próprio guarda-roupas (as gargalhadas da acompanhante não foram suficientes para tirar o rapaz do transe; somente o xixi e a cuspidela ao lado foram provas incontestes de que corpo e espírito estavam em planos diversos).

Portanto, ao avesso do que propala o senso comum, uma mijada pode não ser apenas o resultado de uma necessidade fisiológica: com a devida contemplação, tranquilidade e respiração cadenciada, constitui verdadeiro instrumento de apaziguamento e satisfação d’alma.